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O primeiro semestre de 2021 registrou crescimento de 6,6% no consumo de combustíveis no Brasil. Foram consumidos, de janeiro a junho, 24,24 bilhões de litros contra 22,73 bilhões no mesmo período de 2020, período fortemente impactado pelas medidas de restrição de mobilidade decorrentes da covid-19.

Mesmo assim, de acordo com dados  da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) compilados pela UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o volume ainda é 7% menor que o registrado em 2019.

Do total de 2021, o etanol hidratado apresenta avanço de 2,7% para um total de 9,21 bilhões de litros e a gasolina C totaliza 17,79 bilhões de litros com um crescimento de 8,1%, em relação aos primeiros seis meses do ano passado.

Na avaliação por estado, com exceção do São Paulo (-1,8%), Santa Catarina (-4,1%) e Paraná (-11,2%), que apresentaram retração no consumo de hidratado, todas as demais federações apresentaram aumento no volume demandado de biocombustível.

Os dados indicam que nos principais estados consumidores do renovável, a retração na demanda ficou em 0,4%, variando de uma queda já citada de 11,2% no Paraná até um crescimento de 8,3% em Goiás.

Na comparação mês a mês de junho, o consumo do renovável em 2021 somou 1,28 bilhão de litros, volume 4,3% inferior ao registrado no ano passado, decorrente da queda na competitividade do biocombustível frente seu concorrente fóssil.

Na avaliação regional, as regiões Sudeste e Sul mostraram as maiores retrações em relação aos valores observados em junho de 2020, com 7,1% e 15,4% respectivamente. As regiões Nordeste e Centro-Oeste indicou os maiores aumentos de 12,6% e 7,6% no consumo do renovável.

Com efeito, apesar da recente redução na competitividade do biocombustível, o etanol mantém a participação na matriz de combustíveis brasileira em 46,4% no acumulado do primeiro semestre de 2021. No ano anterior, o índice no mesmo período registrava 47,2%.

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