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O mercado futuro do açúcar fechou em baixa nesta terça-feira (30) após a farmacêutica Moderna anunciar ter dúvidas sobre a eficácia das vacinas da Covid-19 contra a nova variante do coronavírus ômicron, o que assustou os investidores de commodities softs, segundo analistas ouvidos pela Reuters.

Em Nova York, na ICE Future, o vencimento março/22 do açúcar bruto fechou em baixa de 59 pontos, negociado a 18,60 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 3,2% no comparativo com os preços de segunda-feira. Já a tela maio/22 recuou 52 pontos, negociada a 18,28 cts/lb. Os demais contratos caíram entre 4 e 43 pontos, com exceção do lote outubro/23 que subiu 2 pontos.

Ainda segundo a Reuters, operadores disseram que o açúcar está envolvido com o sentimento macroeconômico no momento e deve cair ainda mais, após quebrar uma linha de tendência de alta de 18 meses. “Os fracos sinais técnicos, após as perdas desde sexta-feira com a nova variante do Covid, conduziram a novas vendas pelos fundos”, disseram.

“Olhando para o futuro, Rabobank espera que o açúcar bruto atinja uma média de 20,80 centavos de dólar no terceiro trimestre do próximo ano, já que o mercado de açúcar registra um déficit de 2,3 milhões de toneladas no final da temporada 2021/22 (outubro-setembro), após um déficit de 1,2 milhão de toneladas em 2020/21″, destacou a Agência Internacional de Notícias.

Em Londres o açúcar branco fechou em baixa em todas as telas. O vencimento março/22 foi contratado a US$ 485,60 a tonelada, desvalorização de 12,10 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela maio/22 recuou 11,10 dólares, negociada a US$ 484,50 a tonelada. As demais telas caíram entre 1,50 e 9,80 dólares.

No mercado doméstico a terça-feira foi de alta para o açúcar cristal, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 154,26 contra R$ 153,56 da véspera, valorização de 0,46% no comparativo.

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