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Fazia quatro safras que a cana de fornecedores do Centro-Sul era mais barata do que o custo de produção da cana própria das usinas.

Nesta safra isso deve mudar. Segundo Francisco Oscar Louro Fernandes, da empresa Sucrotec, em 2021/2022 a cana de fornecedores ficará 0,6% mais cara do que a cana própria. “Isso se deve ao crescimento de 30% no preço da cana em relação à safra passada”, diz.

Nas últimas dez safras, segundo dados da Sucrotc, a maior parcela dos custos de produção, cerca de 40%, foi referente à parte agrícola que envolve o trato e a colheita da cana. Em seguida, vem a cana comprada de fornecedores, que representou 25% dos gastos dos produtores entre 2011/12 e 2021/22.

Segundo a projeção do Oscar, a cana nesta safra vai aumentar seu custo de produção em 18,5% em relação à safra passada (2020/2021), bem acima do índice IPCA, que deverá ficar em 13%.

Os custos de produção tendem a se manter próximos à média histórica. Fernandes explica que a participação da cana de fornecedores deve aumentar, passando a representar 28% das despesas, assim como os gastos com arrendamentos. Ele destaca que os dispêndios cresceram juntamente com o preço dos açúcares totais recuperáveis (ATR).

Ainda de acordo com o sócio da Sucrotec, muitos preços aumentaram, ainda que alguns itens tenham ganhado mais espaço frente a outros. A mão de obra, por exemplo, conta com reajustes anuais, e os insumos agrícolas são diretamente corrigidos pela inflação. Ainda segundo ele, somente os adubos tiveram aumentos de quase 300% considerando a média histórica.

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