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Engenheiro Agrônomo: conheça sua atuação no registro de agrotóxicos orgânicos e biológicos

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Comemorou-se em 12 de outubro o dia do engenheiro agrônomo, um dos profissionais que compõem a carreira de Auditor Fiscal Federal Agropecuário (Affa). Uma das áreas de atuação possíveis para esses engenheiros dentro da carreira é no estudo, registro e regulação dos agrotóxicos biológicos e dos produtos fitossanitários com uso aprovado para a agricultura orgânica – que utilizam métodos naturais para o controle de pragas.

Esses produtos ajudam na diminuição do uso de agrotóxicos químicos em lavouras e são uma ferramenta importantíssima para a agricultura orgânica, já que têm baixo impacto sobre a saúde humana e o meio ambiente.

“O engenheiro agrônomo está envolvido em todas as etapas do processo, desde a produção de estudos para garantir a eficiência e segurança dos produtos biológicos e orgânicos até à fiscalização do seu uso”, conta o Affa Carlos Venâncio. “Esses são produtos mais técnicos, que possuem um momento específico para a utilização, e é preciso definir seu uso correto antes do registro e comercialização”, continua.

Segundo o engenheiro agrônomo, os agrotóxicos biológicos e os produtos fitossanitários são desenvolvidos com base na própria biologia de uma praga específica. Eles usam predadores naturais, parasitoides, bactérias, fungos e até feromônios para atacar somente a espécie indesejada, minimizando o impacto em outras espécies benéficas para a lavoura, como os polinizadores.

“Esses produtos são alternativas excelentes para diminuir a aplicação dos defensivos químicos”, conta Venâncio. “A desvantagem é que eles normalmente não têm o que chamamos de ‘efeito de choque’. Não adianta aplicá-los para controlar uma população que já está muito grande. Além disso, alguns dos agrotóxicos são organismos vivos, então você não pode usar em todas as temperaturas ou situações”, continua.

A atuação dos engenheiros agrônomos é importantíssima para o uso dos produtos orgânicos e biológicos. São eles que realizam os estudos para definir se os agrotóxicos são eficazes no combate às pragas e que estão presentes em todas as etapas do registro dos novos produtos. No dia 3 de outubro, o Ministério da Agricultura publicou o registro de 10 novos defensivos biológicos e orgânicos, totalizando 24 produtos do tipo registrados em 2019.

Parte importante do processo é o estabelecimento das chamadas especificações de referência. Elas são elaboradas com base em estudos extensos que analisam as características e condições de uso de princípios ativos com uso autorizado nos sistemas orgânicos de produção. Esse processo permite que empresas pequenas, que não teriam condições de realizar tais estudos sozinhas, registrem de forma mais ágil produtos que estejam em conformidade com as especificações.

“Esse tipo de estudo é caro e empresas menores têm poucas condições de fazê-lo”, diz a Affa engenheira agrônoma Maria Raquel Silva. “Todo o processo de registro dos produtos fitossanitários, inclusive os biológicos, tem a participação de engenheiros agrônomos. Muitos secretários-executivos das Comissões da Produção Orgânica (CPOrgs), que recebem e encaminham novos pedidos de especificação de referência, são engenheiros agrônomos.

É um processo extenso, mas que garante a segurança e eficácia desses produtos”, finaliza.
Vale ressaltar que os chamados “produtos fitossanitários com uso aprovado para a agricultura orgânica” podem ser usados tanto nos sistemas orgânicos, quanto nos sistemas convencionais de produção e estão dispensados de receituário agronômico.
Além do registro de agrotóxicos, os engenheiros agrônomos que compõem a carreira de Affa trabalham em toda a cadeia de produção agrícola.

Eles possuem um papel fundamental no controle e certificação da produção sustentável envolvendo produtos orgânicos e programas de agricultura conservacionista, colaborando assim com o desenvolvimento agrícola, com a geração de empregos, diminuindo o impacto ambiental da produção e, principalmente, garantindo produtos e alimentos agrícolas mais seguros para os consumidores brasileiros e estrangeiros.

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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