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Os preços do etanol ficaram praticamente estáveis nas usinas esta semana, as destilarias compraram menos, enquanto nos postos diminui a paridade de 70% para a gasolina. Por essa régua, que se convencionou como limite da competitividade, o hidratado perdeu fôlego junto ao consumidor.

“Mas ainda está com boa demanda, segundo relato das distribuidoras, porque a gasolina mais cara R$ 1,30, ou um pouco mais, influi na percepção do consumidor”, acredita Martinho Ono, CEO da SCA Trading.

Pelo Cepea, o renovável teve queda marginal de 0,04% (R$ 2,9059, livres), de 8 a 12, nas indústrias. Nas destilarias de Paulínia (SP), acumulou alta de 0,4% nesta sexta sobre a última (e 3,38% no mês), ficando em R$ 2,982 o litro.

Nos postos, diante do levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o incremento médio nacional alcançou 5,7%, o que deu R$ 4,121/l.

Já a gasolina, no mesmo período, avançou 3,8%, a R$ 5,492/l, mas vem de 12 semanas consecutivas de aumento nas bombas.

Para o trader, o mercado pensa que o último reajuste de 9% da Petrobras (PETR4), na última terça, quando chegar cheio ao varejo o litro deverá ser vendido até os R$ 5,60. E a linha dos 70% de paridade de preços do etanol será recuperado.

O que pode gerar uma nova rodada de compras das distribuidoras, “que estavam desovando os estoques das últimas aquisições”, porém nada muito elevada.

Essas intermediárias da cadeia de combustíveis vão esperar a entrada da safra, a partir de 1º de abril, e mais oferta, apesar de Ono não arriscar o nível de fabricação de etanol na largada da temporada 21/22. Inclusive chuvas podem atrapalhar as operações.

Há que se considerar, também, que o consumo de combustíveis, em geral, vai sofrer algum arranhão, com a fase vermelha mais dura determinada em São Paulo até final do mês, pelo menos, e restrições também se multiplicando pelo Brasil.

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