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Nas duas semanas em que permanece no radar a pressão dos postos de combustíveis, representados pela Fecombustíveis, para que o governo reduza a mistura de etanol anidro na gasolina, o renovável hidratado foi ofertado com duas baixas seguidas nas usinas.

Na semana de 17 a 21, o biocombustível perdeu 4,53%. Na semana passada, recuou mais 1,11%, segundo o Cepea, e entrou nesta segunda (31) valendo R$ 2,8783 livre de impostos e fretes. Nas duas primeiras semanas do mês os aumentos foram expressivos.

Nas distribuidoras, houve mais aumentos que recuos, como na semana anterior, com quatro reajustes seguidos em Paulínia, também de acordo com o Cepea. Reproduziram nos preços ganho de demanda do varejo.

O pedido da entidade para redução da mistura, de 27% para 18%, era embasado na alta do etanol pela menor produção, e que estava impactando os preços finais nos postos. A safra começou menor e mais lenta.

Mas os dados da Unica, representante das unidades produtoras do Centro-Sul, relativos à primeira quinzena de abril, mostram que a produção de etanóis recuou menos, 0,6%, mas as vendas cresceram 10,35%.

O atraso da safra vai sendo tirado, mesmo com menos cana à disposição, e os dados da segunda quinzena deverão ser maiores.

Para a ANP, na semana passada, o etanol hidratado ficou estável para os consumidores, na média brasileira, em R$ 4,361. E a gasolina teve ganho marginal, de 0,2%, chegando a R$ 5,653.

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