Geadas: pesquisadora do IAC acredita que os impactos não serão tão grandes para os canaviais

Segundo ela, a planta se recupera mais rapidamente por conta de sua morfologia e tipo de folha

Redação RPAnews – Esta semana, o Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou uma imagem na qual é possível ver as áreas do Estado de São Paulo que mais sofreram com as temperaturas mais baixas e geadas no final da semana do dia 07 de julho.

A RPAnews entrou em contato com o IAC, questionando a sua opinião sobre os impactos da geada para São Paulo. E, de acordo com Angélica Prela Pantano, pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), os impactos seão menores do que na cultura do café. Isto porque, segundo ela, a cana é bem resistente, devido a sua morfologia e tipo de folha, que a torna mais resistente a geada.

“Em regiões de baixada, e em caso de plantas novas (ainda não produzindo) a geada pode queimar os ponteiros, mas dificilmente há perdas do canavial, como ocorre em cafezais. A planta se recupera facilmente. Em caso de plantas muito novas, até uns três meses, há maior queima, e como manejo alguns produtores optam por roçar os talhões atingidos com intuito de induzir a nova brotação. No entanto, rolar pode afetar economicamente o manejo, uma vez que há despesas com mão de obra e óleo diesel para essa atividade.”