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Otimismo do mercado e sinal de oferta apertada fazem preços do açúcar subirem

Açúcar: até final de abril 19,2 milhões de t já estavam fixadas
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Os preços do açúcar no mercado de Nova York iniciaram a semana em alta devido, principalmente, a sinais de uma oferta apertada para esta safra e ao otimismo nos mercados financeiros mundiais. A análise foi feita pela agência de notícias Reuters com informações de operadores de mercado.

Os contratos futuros do açúcar bruto com vencimento em março/21 da ICE fecharam em alta de 6 pontos e negócios firmados em 13.61 centavos de dólar por libra-peso. Já a tela para maio/21 foi comercializada em 13.33 cts/lb, valorização, também, de 6 pontos. Os demais contratos subiram entre 7 e 32 pontos.

Em nota a Marex Spectron destacou nesta segunda-feira já ser possível enxergar o final da safra brasileira e que, “definitivamente, não vai haver um excedente no Brasil. A implicação disso é que 2021 será uma repetição de 2020, mas com um pouco menos de oferta e provavelmente um pouco mais de demanda”.

“O clima desfavorável à produção na Rússia e Tailândia continua sendo fator de suporte, bem como o atraso do governo da Índia para definir sua política de subsídios às exportações”, disseram operadores ouvidos pela Reuters.

Londres

Em Londres o açúcar branco iniciou a semana com baixa apenas no lote dezembro/20, que foi firmado em US$ 373,20 a tonelada, recuo de 50 cents de dólar. Nas demais telas o adoçante fechou valorizado entre 50 cents e 2 dólares a tonelada. No vencimento março/21 a commodity foi negociada em US$ 374,70 a tonelada.

No Brasil

Pelo indicador Cepea/Esalq, da USP, o açúcar cristal iniciou a semana desvalorizado no comparativo com a sexta-feira, com negócios firmados em R$ 89,20 a saca de 50 quilos, contra R$ 89,52 a saca na sexta, recuo de 0,36% no comparativo entre as datas.

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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