POR DENTRO DA USINA

BIOSEV ENCERRA A SAFRA 2017/18 COM MOAGEM DE 32,7 MILHÕES DE T

A Biosev fechou o ano-safra 2017/18 com recorde de moagem, que atingiu 32,7 milhões de t, a mais elevada dos últimos sete anos. A taxa de utilização alcançou 89,7% e é a maior da história da companhia, tendo a unidade Santa Elisa registrado recorde histórico de moagem superando 6 milhões de t. A companhia encerrou a safra 2017/18 com resultado operacional positivo, reflexo das melhorias implementadas na gestão agrícola e industrial, e com uma nova condição patrimonial e financeira.

 Dentre os resultados operacionais a companhia destaca o volume de produção, medido pelo ATR Produto, que cresceu 5,9% em relação à safra passada e chegou a 4,2 milhões de t. Este volume foi possível graças à moagem e indicadores agrícolas, tais como: crescimento de 3% no TCH no Polo Mato Grosso do Sul, que atingiu 83,4 t/ha; no acumulado da empresa, a produtividade dos canaviais alcançou 77,4 t/ha, em linha com a safra anterior. O teor de ATR Cana consolidado foi de 128,8 kg/t na safra 2017/18, em linha com a safra anterior que reflete principalmente a continuidade das boas práticas agrícolas como o manejo do canavial e a adequação do perfil varietal.

ABENGOA BIOENERGIA FECHA ACORDO PARA VENDA DE USINAS

A Abengoa Bionergia, em recuperação judicial, fechou acordo para a venda de suas duas usinas para o fundo CarVal, subsidiária independente da Cargill, multinacional que opera na produção e processamento de alimentos.
Pelas Usina São Luiz, em Pirassununga, e Usina São João, em São João da Boa Vista, o fundo estaria pagando US$ 80 milhões. O negócio ainda depende da assinatura dos contratos. O fundo teria também assumido o compromisso de injetar R$ 100 milhões nas duas operações. As usinas têm cerca de R$ 1,5 bilhão em dívidas.

A Abengoa Bioenergia, braço sucroalcooleiro da Abengoa Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em setembro de 2017. No início deste mês, a Abengoa Brasil, também em recuperação, vendeu seus ativos operacionais de transmissão de energia no País para o fundo norte-americano TPG, por R$ 482,5 milhões. As dificuldades das companhias seguiram-se às da matriz espanhola, que igualmente recorreu à justiça para reorganizar seu passivo.

RAÍZEN E SÃO MARTINHO COMPRAM CANAVIAIS DA USINA FURLAN

A Raízen e a São Martinho fecharam um acordo para assumir a moagem de 1 milhão de t de cana que hoje são processadas pelo grupo Furlan em sua usina de Santa Bárbara d’Oeste, SP. A negociação levantará para a Usina Furlan cerca de R$ 180 milhões. Pelo que foi acertado, esse volume de cana sairá de uma área de cerca de 7 mil ha que a família Furlan arrendará por 20 anos para as duas companhias e de produtores que atualmente fornecem cana para a usina.

A Raízen Energia, que tem um polo com quatro usinas na região, deve ficar com dois terços dessa cana, enquanto a São Martinho, também dona de uma usina nas proximidades, deve ficar com o outro terço. Embora o contrato contemple a possibilidade de venda da usina em Santa Bárbara d’Oeste, o plano do grupo Furlan é desativá-la. Com a venda do ativo biológico, a companhia pretende operar apenas sua segunda usina, localizada em Avaré, SP. A perspectiva é inclusive transportar alguns equipamentos para essa unidade. Com a transação, Raízen e São Martinho conseguem elevar a moagem de suas unidades da região já nesta safra e ainda garantem matéria-prima para aumentar o processamento nas próximas temporadas.

USINA CORURIPE CONCLUI CAPTAÇÃO DE R$ 255 MILHÕES

A Usina Coruripe acessou novamente o mercado brasileiro de capitais com uma nova emissão pública de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Pouco mais de um ano depois de sua estreia nesse mercado, a Coruripe, emitiu um total superior a R$ 255 milhões a partir de oferta lançada no dia 3 de maio. A operação, anunciada com o objetivo de captar inicialmente R$ 200 milhões, foi concluída com êxito ontem (4 de junho), superando em cerca de 25% o objetivo inicial. A captação foi realizada junto a 2.173 investidores pessoas físicas, que serão remunerados com a variação do CDI acrescida de 2% ao ano e isentos de Imposto de Renda.

De acordo com o presidente da Usina Coruripe, Mario Luiz Lorencatto, a emissão tem taxa de juros menor que as emissões de CRA realizadas anteriormente pela empresa. “A terceira emissão de CRA que a Coruripe conclui é um importante passo alcançado e consolida nossa presença no segmento de médio prazo no mercado de capitais no Brasil. Isso porque ela foi realizada em um período de incertezas nesse mercado no país e de volatilidade no mundo inteiro”, declara. As amortizações vão ocorrer em parcelas iguais de um terço nos finais de cada aniversário (12, 24 e 36 meses).

Lorencatto ressalta que a obtenção de R$ 255 milhões mostra a capacidade da Coruripe em diversificar as fontes de financiamento e a boa reputação da empresa nesse mercado. “Acredito que o CRA permitirá que aproveitemos ainda mais as oportunidades de carregamento de estoques e ganhos operacionais no curto prazo, ao mesmo tempo em que afasta qualquer risco de liquidez para a safra corrente, em um período de crédito ainda restrito e de custos bancários elevados”, comenta.