Preço do açúcar não remunera 75% das usinas

Mesmo com o fechamento positivo do açúcar na última sexta-feira nas bolsas internacionais, o cenário da commodity é preocupante. A opinião é do analisa o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Correa.

Os preços do açúcar em NY, cujo vencimento outubro/2019 encerrou a semana cotado a 11,01 centavos de dólar por libra-peso. Segundo ele, este valor não remunera 75% das usinas brasileiras.

Deste modo, segundo ele, o custo de produção FOB Santos (valor da mercadoria free on board no caso de embarque marítimo) é pelo menos 100 pontos acima desse valor. “Não faz o menor sentido continuar a produzir açúcar nesses níveis. A bolha – a enorme posição vendida dos fundos – vai estourar, resta saber quando e com qual magnitude”, acrescenta.

Por outro lado, em Londres, os preços do açúcar branco fecharam sem tendência definida. O vencimento para outubro/19 fechou em US$ 304,10 a tonelada, alta de 1,60 dólar.

O lote para dezembro/19 fechou em US$ 309,60 a tonelada, recuo de 20 cents de dólar. Os outros lotes oscilaram entre 10 cents de dólar positivo e 70 cents de dólar negativo.

O açúcar no Brasil

Em São Paulo, o indicador diário do açúcar cristal Cepea/Esalq caiu 0,20%, quando comparado à véspera e fechou em R$ 59,88 a saca de 50 kg.

Etanol: hidratado sobe, mas anidro cai

Os preços do etanol hidratado registraram alta no período de 2 a 6 de setembro, de acordo com os índices do Cepea/Esalq, da USP. Na última semana, o litro do biocombustível foi cotado em R$ 1,7031, alta de 0,73% quando comparado aos preços praticados na semana anterior (26 a 30 de agosto), quando foi cotado a R$ 1,6907/litro.

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Por outro lado, o anidro, usado na mistura com a gasolina, que fechou em baixa no mesmo período. O litro foi comercializado a R$ 1,8880, desvalorização de 1,06% em relação à semana anterior, quando o mesmo litro foi vendido a R$ 1,9083, também pelo índice Cepea/Esalq, da USP, em São Paulo.