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Produtividade dos canaviais cresce 6,3% em julho

Colheita cana-de-açúcar (Foto/Ilustração)
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O rendimento médio das lavouras em julho apresentou aumento de 6,3% em comparação com 2019, atingindo 85,8 toneladas por hectare, indicam dados do Cana Zoom, relatório produzido pela União da Indústria da Cana-de-açúcar (UNICA), em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o Sistema TEMPOCAMPO e o Laboratório Integrado de Análise de Dados em Agronegócio e Bioenergia (LINEAR).

Desse crescimento de produtividade, 3,6% decorre da colheita de um canavial mais novo. No acumulado da atual safra, a produtividade agrícola na região Centro-Sul atingiu 86,3 toneladas por hectare, aumento de 3,4% em relação ao ciclo anterior, e a idade média do canavial alcançou 3,20 anos, ante 3,40 anos da safra anterior.

O Cana Zoom aponta ainda uma maior concentração de açúcares na planta. Desde o início da safra 2020/2021 até o final de julho, o índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar na região Centro-Sul alcançou 135,2 kg ante 128,8 kg no último ciclo, atingindo um crescimento de 4,9%. A questão climática foi fator determinante para tanto.

No acumulado deste ano, o volume de chuvas ficou 50% inferior à média histórica na região Centro-Sul. São Paulo e Minas Gerais foram os mais afetados, apresentando retração de quase 60% na comparação com o patamar histórico.

No mês de julho, a estiagem intensificou os impactos na lavoura, uma vez que o volume de chuvas registrado foi quase nulo, com todas as regiões apresentando quedas superiores a 90% no índice pluviométrico no mês em relação à norma climatológica.

O clima seco também acelerou o andamento da safra, que está 55% concluída. A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades do Centro-Sul cresceu 5,7% em relação ao ciclo anterior, totalizando 326,59 milhões de toneladas até o final de julho. A área colhida neste período apresenta crescimento de 2,2% no comparativo com a safra 2019/2020, alcançando 3,78 milhões de hectares no Centro-Sul.

O resultado decorre da situação climática favorável à operacionalização da colheita, devido o clima seco registrado desde o início da safra, que permitiu que o aproveitamento de tempo nesse período permanecesse acima da média histórica, atingindo 88% no acumulado da safra.

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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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