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A relação estoque-consumo de açúcar nos Estados Unidos, importante indicador para a avaliação da oferta e demanda, saltou pelo segundo mês consecutivo e atingiu 16,1% nesta terça-feira, segundo estimativa do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês).

O USDA havia elevado sua projeção para a relação estoque-consumo de 13,5% para 14,4% em janeiro, devido à maior produção de açúcar nos EUA. Nesta terça-feira, a agência voltou a elevar a estimativa, já que os números de produção seguem aumentando.

Uma proporção maior no indicador significa uma menor necessidade de importações de açúcar para que o mercado seja abastecido.

Em seu relatório mensal de oferta e demanda global (WASDE, na sigla em inglês), o USDA disse que os EUA deverão produzir 9,31 milhões de toneladas curtas de açúcar na temporada 2020/21, ante estimativa de 9,15 milhões no relatório de janeiro e 8,14 milhões de toneladas curtas na temporada anterior.

A cifra representa a maior produção de açúcar dos EUA em cinco anos, à medida que os volumes de processamento tanto de beterraba quanto de cana-de-açúcar seguem em alta.

A projeção para o consumo de açúcar no país foi mantida em relação a janeiro, em 12,34 milhões de toneladas curtas –quase 200 mil toneladas curtas a menos do que na temporada anterior.

O governo norte-americano considera uma relação estoque-consumo de 13,5% como adequada para o equilíbrio do mercado. Dessa forma, o alto indicador visto atualmente deve levar o país a limitar importações.

“Após a publicação do WASDE do açúcar do mês que vem, o Departamento de Comércio determinará um novo limite de exportação para o açúcar do México”, disse o USDA.

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