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RenovaBio: rota biodiesel da RenovaCalc tem versão atualizada

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis — ANP comunicou a publicação da versão 8 da RenovaCalc — Rota Biodiesel, atualização aguardada com expectativa pelo setor produtivo. O Upgrade na versão foi realizado pelo Grupo de Trabalho de Avaliação de Ciclo de Vida (GT ACV RenovaBio), composto por especialistas de três instituições — Embrapa, LNBR/CNPEM e Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas — FEM/UNICAMP.

A nova versão é direcionada para a certificação de biocombustíveis e passou por um período de testes para validação durante os meses de setembro e outubro, sem que nenhuma intercorrência tenha sido relatada. A principal mudança realizada foi a inclusão de campos para inserção da fração elegível das matérias-primas não-residuais — diversos óleos processados nas usinas de biodiesel.

Os volumes elegíveis serão combinados aos perfis de produção destes óleos para a composição da Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) da produção de biodiesel. Essa alteração permite refletir com mais fidelidade o perfil do biodiesel em processo de certificação pelo RenovaBio

Outra mudança foi a inclusão de campos para inserção de dados de consumo de diesel com diferentes proporções de biodiesel na fase agrícola, na fase industrial de extração de óleo de soja e na fase industrial de produção de biodiesel. Os interessados em utilizar esta nova versão da RenovaCalc – Rota Biodiesel para renovação da certificação ou nova certificação já podem acessá-la no site da ANP.

A pesquisadora Marília Folegatti, da Embrapa Meio Ambiente, e que coordena o GT ACV RenovaBio, ressalta a importância da publicação da rota atualizada, inclusive na sua versão aberta, que possibilita consultar toda a memória de cálculo da RenovaCalc. Ainda destaca outras mudanças recentes promovidas para o aprimoramento da RenovaCalc, que antes era um documento único, composto de várias rotas de produção. Agora, segundo a pesquisadora, o documento passou a ser dissociado em várias planilhas distintas, em arquivos separados para cada rota, tornando o sistema mais leve.

Mateus Chagas, pesquisador do LNBR, destaca a importância da comunicação aberta entre a ANP e o GT ACV RenovaBio com o setor produtivo. Conforme ele, “a RenovaCalc, em aprimoramento contínuo, busca compreender e bem representar os processos produtivos dos biocombustíveis, e as demandas trazidas pelos usuários são uma importante contribuição”.

Atualizações

Os incrementos realizados na RenovaCalc são relevantes à medida que tornam a calculadora um instrumento vivo e dinâmico, que acompanha a evolução do mercado de biocombustíveis e as suas especificidades. Na opinião de Danielle Machado Conde, superintendente de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos da ANP, os aprimoramentos realizados tornaram mais preciso e adequado o cálculo da Nota de Eficiência Energético-Ambiental das plantas de biodiesel que trabalham com diversidade de biomassa, incluindo resíduos e óleos vegetais.

“O RenovaBio foi instituído com essa premissa, de incentivar e compensar os biocombustíveis pela sua exata contribuição na redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Assim, quanto maior a acurácia do instrumento de medição da intensidade de carbono de cada planta produtora, mais aderente ela estará ao modelo concebido para o programa.”

Conforme explica Anna Leticia Pighinelli, analista de Gestão Ambiental da Embrapa Meio Ambiente, está no radar do GT ACV RenovaBio seguir em regime de mutirão, atualizando individualmente e por rotas todas as versões.

“O primeiro mutirão do GT foi para atualizar a versão referente à produção de biodiesel de soja, recém-publicada. Agora, a próxima tarefa será focada na atualização das rotas de etanol, previstas para serem finalizadas até dezembro de 2021. Já para o ano de 2022, o GT planeja criar uma rota, ainda inédita, derivada do melaço de soja para a produção de Etanol, além de novos aprimoramentos na rota do biodiesel“, disse.

Aquecimento Global e o papel dos biocombustíveis

Os biocombustíveis são considerados fontes de energia renováveis, obtidos a partir de biomassas de compostos orgânicos vegetais ou animais, e dispõem de interessantes oportunidades de mercado diante da necessidade de redução das emissões de GEE para frear o aquecimento global.

No Brasil, o etanol é misturado à gasolina, enquanto o biodiesel é adicionado ao diesel convencional. Uma das alternativas para a redução de emissão de CO? é a substituição da queima de combustíveis fósseis por combustíveis renováveis na matriz de transporte nacional — e o biocombustível é uma dessas fontes renováveis de energia com menores pegadas de carbono.

Para Danielle Conde, da ANP, o incentivo e o justo reconhecimento do papel dos biocombustíveis nesse processo são fundamentais, para que sirvam de estímulo para maiores investimentos em melhoria contínua da eficiência energética das usinas e até mesmo de novas plantas e tecnologias.

“O objetivo é que parte da receita obtida pelos produtores de biocombustíveis seja direcionada para retroalimentar o processo produtivo como investimento em novas tecnologias que melhorem sua Nota de Eficiência Energético-Ambiental no arcabouço do Programa RenovaBio e assim possam emitir maior quantidade de CBIOs, estimulando um ciclo virtuoso de eficiência produtiva.”

Marcelo Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, confirma os esforços e o compromisso da Embrapa, por meio do GT ACV RenovaBio, com a ampliação e sucesso desta importante política.

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