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Representantes da Volks foram conhecer um pouco mais sobre o ciclo de produção do etanol na Usina Cocal, em Narandiba, e no CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), em Piracicaba, interior de São Paulo.

Na Usina Cocal, a delegação – composta pelos representantes dos metalúrgicos do ABC na Volks e dos sindicatos nas plantas da montadora em Curitiba, Taubaté e São Carlos, além da diretoria da fábrica – conheceu tudo sobre a produção de cana e etanol, desde a colheita mecanizada até a produção de açúcar, etanol e biometano.

Na visita ao CTC, eles conheceram o trabalho de pesquisa e inovação dedicado ao desenvolvimento de novas variedades de cana-de-açúcar.

Etanol é oportunidade

Representaram os Metalúrgicos do ABC o presidente, Wagner Santana, o diretor Administrativo, Wellington Messias Damasceno, e o coordenador geral da representação na Volks Anchieta, José Roberto Nogueira da Silva.

De acordo com Santana, a indústria automobilística está mudando por uma exigência ambiental e várias montadoras, em diversos países, estão estabelecendo prazos para eliminação dos motores à combustão, projetando a eletrificação dos veículos.

Ele ressaltou o problema da desindustrialização, mas também destacou que o Brasil precisa aproveitar essa grande oportunidade de produção de etanol.

“O Brasil tem uma oportunidade nisso. É o que estamos discutindo. Existe uma preocupação com relação à desindustrialização do país que independe dessa discussão, mas também, acrescentado a esse problema, está a capacidade de o Brasil desenvolver sua própria indústria automobilística aproveitando os recursos que tem. Temos capacidade de produção de etanol que nenhum outro lugar do mundo tem”, destacou.

Futuro

Os principais objetivos da visita, segundo o diretor administrativo do Sindicato, Wellington Messias Damasceno, foram conhecer os avanços biotecnológicos que possibilitam melhorar a produtividade da cana no campo, além da integração entre trabalhadores, indústria, campo e academia.

A Volks fez uma apresentação sobre seus planos referentes à estratégia de eletrificação no Brasil. “Entre eles, trazer para cá o centro de desenvolvimento de motor à combustão, desenvolver no Brasil um motor híbrido flex a etanol e, a partir disso, poder exportar a tecnologia para outros países”, detalhou o dirigente, que lembrou que tais medidas dependem de uma decisão no final da Volks na Alemanha.

“Um terceiro passo, a longo prazo, seria o motor elétrico a célula de combustão a etanol, que incluiria parceiros, outras empresas, centros de desenvolvimento e pesquisa e universidades”, defendeu.

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