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Safra de cana do Centro-Sul será menor, de acordo com consultoria

Safra de cana será menor
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Natália Cherubin

A safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul 2020/21, a qual estimava-se pela maioria das consultorias que seria próxima a anterior, de 595 milhões de t, vai ser menor. A expectativa da consultoria Canaplan é de que serão processadas, até o final deste ciclo, 580 milhões de t.

“Tudo indica que teremos uma safra menor, talvez até em ATR, mas teremos que aguardar para ver. O que vai acontecer no inverno e na primavera serão importantes para o restante da safra”, disse Luiz Carlos Corrêa Carvalho, diretor da Canaplan.

Leia também: Açúcar: diante de futuro incerto, fixação é oportunidade

O fator que merece atenção a partir de agora, entre os meses de junho e julho, segundo Caio, são as possíveis geadas, que já ocorreram em algumas regiões do estado de São Paulo em maio.

“Começamos a ter algumas geadas em algumas baixadas, não foi em todos os lugares, mas ainda é maio e temos junho e julho, por isso é um ponto importante a ser observado.”

Um outro ponto destacado na reunião de discussão da Safra 2020/21, realizada hoje, 29, em live, é que os preços não serão os que haviam sido esperados pelo setor. Com as quedas dos preços, as margens ficam apertadas e, portanto, a visão de investimentos e a recuperação setorial que era esperada para este ano não vai acontecer.

“Uma coisa é preço e outra é o dólar. Como temos uma boa parte do setor com endividamento em dólar, é claro que isso vai pesar”, afirmou.

Luis Antônio de Paes, do CTC, afirmou que está crise é pesada, mas acredita que em momento de crise, as escolhas tem que ser muito assertivas, porque o nível de investimento vai reduzir. “Insisto que é importante pensar na questão da genética e na proteção da cultura. Apostar as fichas nas tecnologias adequadas é o que vai fazer a gente sair dessa ainda melhores.”

José Olavo Vendramini, gerente Executivo Desenvolvimento Tecnológico Agrícola Corporativo da Tereos, enxerga que toda a crise gera oportunidades de crescimento.

“Temos que continuar mantendo o foco, ter resiliência e frieza. Manter os times que fazem a coisa acontecer e enxergar na frente. Vai ser um ano difícil, mas vai ser melhor do que o anterior”, disse.

Paulo de Araújo Rodrigues, produtor de cana e diretor da Agrícola Santa Izabel, disse que embora esperasse um ano muito bom que será ruim, está confiante de que  setor canavieiro.

“Vamos atravessar a crise com as escolhas certas que vamos fazer ao longo dos próximos meses. Todos estão trabalhando para isso. Acredito que teremos um novo panorama pós-Covid-19. As crises trazem aceleração das mudanças. Muitas coisas que já estavam acontecendo começaram a ser aceleradas. Teremos mudança na questão da saúde, sustentabilidade e sanidade. Deveremos, como setor, estar atentos ao que o mundo deverá demandar de nós”, disse o produtor.

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