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Usina Coruripe investe R$ 64 milhões em equipamento e custeio agrícola em Alagoas

Com o custo do diesel representando perto de 20% dos custos totais da cana na esteira da usina, os ganhos financeiros com a produção de biogás e biometano são gigantescos
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A Usina Coruripe, maior produtora de açúcar e etanol nas regiões Norte e Nordeste, está preparada para aumentar a produtividade e obter maior eficiência energética na próxima safra em Alagoas. A empresa está investindo R$ 64 milhões no financiamento de parte de uma nova caldeira (R$ 24 milhões) e em linhas de custeio agrícola (R$ 40 milhões) na matriz, localizada em Coruripe (AL). O valor de investimento foi obtido por meio de linha de crédito concedida pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com prazo de amortização de cinco anos.

De acordo com o presidente da Usina Coruripe, Mario Lorencatto, cerca de 25% do valor já foi utilizado e a expectativa é de concluir os investimentos até agosto de 2020. “A busca pela modernização dos equipamentos e processos na Coruripe é constante. Investir em uma nova caldeira vai conferir melhor eficiência para a transformação da cana-de-açúcar, uma vez que o equipamento é fundamental para solucionar as demandas relacionadas ao calor, eletricidade e energia mecânica”, declara.

A caldeira é uma unidade de geração de vapor no modelo TSG, com capacidade para processar 250 toneladas de bagaço de cana-de-açúcar por hora, o que corresponde à geração de 21 quilograma-força por centímetro quadrado a 320 graus celsius. Ela é preparada para uma operação futura em 250 toneladas por hectare, tendo como fonte de combustível o bagaço de cana-de-açúcar. “Essa nova máquina possibilitará maiores ganhos industriais, segurança de manuseio pelos colaboradores e melhoria de ganhos no produto”, aponta Lorencatto.

Já o valor destinado para o custeio agrícola inclui despesas com insumos, tratos culturais, colheita na lavoura, produção de mudas, entre outras relativas às atividades da usina.

Recentemente, a Usina Coruripe captou R$ 712,7 milhões com a emissão pública de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). O valor obtido foi aproximadamente 42,5% maior que os R$ 500 milhões inicialmente previstos na oferta mínima. A operação, conduzida pela XP Investimentos, foi concluída em novembro e tem prazo de amortização de seis anos.

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