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Usinas já fixaram 8,3 milhões de t de açúcar para a safra 2022/23

Foto/ilustrativa: Crédito: Coopersucar
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A sexta estimativa de fixação de preços de açúcar para exportação para a safra do ano que vem (2022/23) aponta para um volume de 1,3 milhão de toneladas de açúcar no mês de agosto.

Segundo dados da Archer Consulting, com base nos dados no fechamento de 31 de agosto de 2021, um volume acumulado de 8,3 milhões de toneladas de açúcar já está fixado para a safra 2022/23, que vai se iniciar apenas em abril do próximo ano. Esse volume equivale a um percentual de 32,60% do volume estimado de exportação para a safra.

O volume de contratos negociados na Bolsa de NY (ICE) teve ligeira recuperação em agosto, apesar de ser um mês de férias no hemisfério norte, quando o volume normalmente cai. Nova York negociou de 2.22 milhões, 11% acima dos 2 milhões negociados no mês anterior.

“Nosso modelo apurou que o valor médio acumulado de fixação do açúcar na safra 2022/23 é de 15,37 centavos de dólar por libra-peso, sem prêmio de polarização, equivalentes a R$ 1,950 por tonelada FOB Santos, ou R$ 0,8489 por libra-peso, ambas incluindo o prêmio de polarização. Esse valor corresponde a um hidratado de R$ 3,4050 o litro sem impostos na usina”, diz Arnaldo Correa, da Archer. 

Em  agosto, 1,3 milhão de toneladas de açúcar foram fixadas a um preço médio de R$ 2,389 por tonelada. valor R$ 283 por tonelada melhor do que o mês anterior em função de uma desvalorização maior do real no mês (média de R$ 5,1665 em julho contra R$ 5,2503 em agosto), e  taxas mais agressivas (pagando mais prêmio) de NDF (Non-Deliverable Forward), oferecidas pelas instituições financeiras e –  claro – um avanço de 167 pontos no preço médio do açúcar em NY.

“Continuamos a sugerir que as usinas fixem preços em reais por tonelada ao longo da safra vinculando o volume fixado a uma compra de call (opção de compra) out-of-the-money (opções fora-do-dinheiro) para aproveitar uma eventual alta dos preços em centavos de dólar por libra-peso”, destaca Correa.

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