Veja quais são os desafios da gestão de pessoas na era 4.0 nas usinas

A indústria canavieira caminha, assim como outros segmentos industriais, ao encontro da era 4.0. Cada vez mais máquinas e menos pessoas comandam os processos de produção de etanol e açúcar dentro das usinas. Este cenário vem exigindo das organizações uma verdadeira revolução nos seus departamentos de RH. Afinal, a gestão de pessoas agora também precisa ser pensada no 4.0.
Nos últimos anos a gestão de pessoas tem enfrentado uma série de desafios. Para a Beatriz Resende é consultora, palestrante e conselheira de Carreiras da Dra. Empresa Consultoria Empresarial, no futuro não será diferente. Segundo ela, as próximas temporadas serão uma complemento do que ainda é necessário ser feito.
“Quem tem feito, ótimo: está no caminho e só precisa ir adequando o que vier de novo. Quem não fez, terá menos tempo para adaptar-se às mudanças”, explica.
De acordo com ela, num cenário onde o foco do futuro parece ser o do avanço tecnológico, as pessoas ainda serão a parte mais importante do contexto empresarial.
“Mais do que nunca, habilidades e competências de relacionamento, comunicação, conexão, cocriação e contribuição, serão a grande força motora dos negócios”, revela.
Beatriz ressalta que atualmente os desafios sobre o tema vêm em etapas claras. Para ela, as empresas precisarão fazer mudanças em sua cultura, no seu modelo de gestão e as práticas de gestão de pessoas, especialmente a forma de valorização e reconhecimento.
“Precisaremos romper com as setorizações, com as atuações parciais e com os corporativismos. O futuro prevê coletividade e ainda vemos muito separatismo, individualismo e egoísmo nas relações de trabalho”, acrescenta.
Segundo ela, o perfil dos profissionais terá que mudar de forma radical. O tradicional colaborador, que passa sua existência profissional agarrada às leis trabalhistas que o protegem, terão que adotar posturas diferentes.
“O futuro será da prestação de serviços. E tudo que vem de responsabilidade a partir dessa nova forma de entregar o trabalho. Há uma grande diferença entre ter um emprego e um trabalho”, salienta.
Já as lideranças terão que rever a forma que têm exercitado sua autoridade no dia a dia. De acordo com Beatriz Rezende, será preciso criar vínculos e propósitos conjuntos. “Essa distinção entre o mandar e obedecer, da forma que vemos hoje, não terá mais espaço”, conta.
Pontos importantes de atenção:

Foco nos perfis comportamentais e atitudinais, mais do que no conhecimento puro e formação.

Pessoas que tenham perfil autodidata. A formação formal não está acompanhando as mudanças.

Mudanças mais rápidas, exigindo de nós adaptações maiores em tempo recorde.
Não teremos tempo para gastar mais energia com assuntos que ainda consomem as relações e o contrato de trabalho.

Não existe mais espaço para posturas que não olhem para o todo.

Nem existirá mais espaços para entregas e atitudes medíocres.

Não há mais espaço para relação sem transparência e verdade.

Valores pessoais, profissionais e empresarias precisarão ser revistos.

A nova geração vem com outra mente, e outra alma.

A importância do RH
O setor de RH (Recurso Humano) é o primeiro, junto com os dirigentes, a precisar fazer mudanças, ela conta. A consultora ressalta que ainda se pensa pequeno e de forma muito tradicional e acomodada.
“Empresas não conseguirão fazer as transformações que precisam: modelos de negócios e parcerias, digital, cultural e outras, se não puder contar com esse RH que tenha passado por disrupturas necessárias”, explica.
Beatriz acrescenta que as pessoas precisarão estar atentas para não perder seus espaços.” O que as segurou até aqui, não é garantia de segurar no futuro. O futuro já é presente! Quem já está nele, não sofrerá tanto.
As mudanças que aconteciam em 30 anos, passarão a acontecer em 5. Fiquemos atentos a isso”, finaliza.
Mas. Desse modo.  Mas. Desse modo. Mas. Desse modo. Mas. Desse modo.