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PIB do campo crescerá até 3%, diz CNA

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro deverá encerrar o ano com um incremento entre 2,5% a 3% na comparação com 2015.

Se confirmada a projeção, calculada em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) e apresentada em evento ontem (6) em Brasília, a participação do setor no PIB total do país – que deverá cair mais de 3%, de acordo com estimativas de mercado – deverá aumentar de 21,5%, no ano passado, para 23%.

A confederação também lembrou que o PIB do agronegócio já registrou alta acumulada de 3,4% de janeiro a agosto em relação ao mesmo período de 2015, sob influência também do comportamento das áreas de insumos.

As exportações do agronegócio brasileiro deverão encerrar o ano em US$ 86 bilhões, um recuo de 2,5% em relação a 2015. “As contínuas dificuldades econômicas enfrentadas pelo país, aliadas à queda nos preços das commodities e às condições climáticas que afetaram a safra este ano, foram determinantes para esse cenário”, observou a CNA.

Apesar das dificuldades, a empresa projeta que a agropecuária deverá continuar crescendo e vai liderar o início da retomada econômica do país em 2017, no que deve ser um ano positivo para o setor.

De acordo com a CNA, as boas perspectivas para a temporada agrícola atual e o câmbio poderão motivar um aumento de 2% no PIB do agronegócio em 2017 em relação a este ano. O Valor Bruto da Produção (VBP) também deverá registrar incremento – mesma tendência prevista para o volume das exportações do setor.

                         .A Apex elegeu o agronegócio como setor prioritário para promover as exportações em 2017 e, para isso, apostará na abertura de mercados e na melhora da imagem do segmento no mundo. Os esforços para a ampliação de mercados devem ser direcionados à Ásia, que responde por cerca de 50% dos embarques do segmento, e sobretudo a China, segundo o embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da agência. Ele ressaltou que o aumento das exportações do agronegócio também depende de investimentos em infraestrutura para melhorar a competitividade. A Apex espera que as entidades privadas elevem sua contribuição nas ações de promoção das exportações brasileiras, que atualmente está em 30%.

(Fonte: Valor Econômico)

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