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PIB do agronegócio mineiro avançou 5,8% no acumulado de oito meses

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Com o crescimento de 1,03% em agosto, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio de Minas Gerais foi estimado, para o ano, em R$ 197,14 bilhões. No acumulado do ano até agosto, o PIB avançou 5,18% frente a igual período anterior. Do valor total, R$ 106,03 bilhões ou 53,78% virão dos resultados do ramo agrícola e R$ 91,11 bilhões ou 46,22% da pecuária.



A diversidade da produção mineira vem contribuindo para o desempenho positivo do PIB do agronegócio e permitindo que o Estado cresça em níveis maiores que o Brasil. A participação na composição do PIB do agronegócio nacional passou de 13,47% em 2015 para 13,7%.



“O PIB do agronegócio de Minas Gerais cresceu 1,03% em agosto e 5,18% no acumulado do ano, elevação maior que a observada no PIB nacional do agronegócio que cresceu 0,7% em agosto e 3,43% nos primeiros oito meses de 2016. O resultado mais favorável para o Estado se deve à nossa diversidade de produção. Ainda que tenhamos enfrentado perdas com a seca e diversos outros problemas, no balanço de vários outros produtos acabamos sendo beneficiados”, explicou a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso.



De acordo com os dados levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o ramo agrícola cresceu 1,64% em agosto. O resultado é reflexo dos aumentos observados nos segmentos primário (3,07%), de serviços (1,98%) e indústria (1,62%), visto que houve significativa queda de 7,08% no de insumos agrícolas.



No acumulado dos oito primeiros meses, a alta é de 12,98% no setor agrícola. No período, apenas o setor de insumos apresentou resultado negativo, 4,53%. Foi observada alta no segmento básico (18,2%), indústria (12,02%) e distribuição (13,5%).



O segmento básico apresentou expressivo crescimento de 18,20% de janeiro a agosto deste ano na comparação com o mesmo período de 2015. Alta sustentada pelos preços, que ficaram 14,67% superiores no período, já descontada a inflação. Com relação à quantidade produzida, estima-se elevação média anual de 14,71%.



Dentre os produtos agrícolas, foi verificada evolução no faturamento no período para: mandioca (80,83%), feijão (75,06%), soja (40,04%), milho (37,68%), batata-inglesa (35,78%), laranja (33,42%), banana (28,52%), café (26,44%), algodão herbáceo (13,72%) e cana-de-açúcar (13,06%).



No caso do café, principal produto da agricultura mineira, a elevação corresponde ao aumento na quantidade produzida (28,53%), já que foi verificada queda nos preços acumulados (1,63%) na comparação com a média dos primeiros oito meses de 2015.



O faturamento 37,68% maior verificado no milho é justificado pelos preços 61,1% maiores e pela produção 14,34% menor.



“O resultado positivo do milho foi provocado pela demanda elevada proveniente da pecuária e pela quebra de safra ao longo do ano. A demanda aquecida fez com que os preços ficassem altos”, explicou Aline.

 

(Fonte: Jornal Diário do Comércio)

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