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Açúcar: mercado futuro sobe, mas estiagem e incêndios preocupam

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O mercado futuro do açúcar bruto de Nova York encerrou a última semana em alta. No comparativo entre a última sexta-feira (18) e a sexta-feira anterior (11), houve valorização de 7,2% nos preços. Segundo operadores ouvidos pela Agência Reuters, “as vendas por produtores têm sido limitadas nos atuais níveis de preços, enquanto o interesse de fundos no lado da compra segue firme”.

Outro fator que pode estar influenciando esta alta, ainda segundo analistas, são os efeitos da forte estiagem nas principais regiões produtoras, aliada a uma forte ocorrência de incêndios acidentais em muitos canaviais.

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, “a combinação da seca, que segundo alguns agrônomos vai encolher a oferta de cana para o próximo ano em 5%, com o impacto dos incêndios que teria ceifado canaviais em crescimento, mais a redução na ATR podem-se traduzir em um enxugamento da disponibilidade de açúcar ao redor de 2.8 milhões de toneladas. Tudo isso ainda é prematuro, mas preocupa”.

Nova York

Na última sexta-feira (18), o vencimento outubro/20 da Ice Futures fechou cotado em 12.77 centavos de dólar por libra-peso, alta de 15 pontos no comparativo com a véspera. Já a tela para março/21 foi comercializada em 13.38 cts/lb, aumento, também, de 15 pontos. Os demais contratos subiram entre 2 e 12 pontos, com exceção das telas de maio/22 que fechou estável e julho/22, que retraiu 1 ponto.

Londres

Em Londres o açúcar branco subiu em todos os vencimentos. Na tela dezembro/20 a valorização foi de 3,30 dólares, com negócios firmados em US$ 371,50 a tonelada. Já o vencimento março/21 subiu 3,70 dólares, negociado em US$ 371,90 a tonelada. Os demais contratos subiram entre 1,20 e 3,50 dólares.

Mercado doméstico

No mercado interno o açúcar também fechou em alta na última sexta-feira, pelo indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos do tipo cristal fechou cotada em R$ 86,93, valorização de 0,89% no comparativo com a véspera.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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