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Grande parte das usinas sucroenergéticas ainda não tem ERP na nuvem

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*Natália Cherubin

Uma enquete realizada pela RPAnews no grupo Cana&Indústria do Linkedin, que possui mais de 11 mil membros, com a pergunta: “Quando as usinas poderão ter todos os seus sistemas e softwares na nuvem?”, revelou que a maioria das pessoas acredita que já é possível operar seus softwares de gestão 100% na nuvem, como atestou 36% dos participantes.

Outros 34% acreditam que operar sistemas na nuvem em usinas será possível em três anos. No entanto, 19% não creem muito nisso a curto prazo, acreditam que só será possível em quatro anos ou mais.

E, pasmem, 11% ainda acredita que nunca haverá sistemas de gestão 100% na nuvem. Mesmo assim, a maioria dos participantes acertou. Já é possível ter uma gestão totalmente na nuvem, apesar de essa não ser a realidade da maioria das unidades sucroenergéticas.

Já é possível ter uma gestão totalmente na nuvem, apesar de essa não ser a realidade da maioria das unidades sucroenergéticas.
Já é possível ter uma gestão totalmente na nuvem, apesar de essa não ser a realidade da maioria das unidades sucroenergéticas. (Foto/Ilustração)

Hoje, grande parte das usinas sucroenergéticas fazem o uso de softwares locais, ou seja, sistemas que não operam diretamente na nuvem (cloud). Neste caso, o ERP é instalado em um servidor local, ou seja, em algum hardware que está na empresa ou no próprio computador do usuário.

O acesso ao software é realizado sem conexão com internet, porém, o computador precisa estar conectado à rede da empresa. De acordo com o consultor e especialista em controladoria de usinas, Fábio Pussi, o mais comum nesse modelo é a compra de uma licença que dê a permissão de uso durante um certo tempo ou sem limite.

A depender do tipo de licença adquirido, mais de uma máquina pode rodar o sistema ao mesmo tempo, compartilhando informação. Quando se tem um servidor local, as melhores práticas recomendam que se tenha, no mínimo, dois servidores de banco de dados instalados em prédios distintos e ambos em salas com restrição de acesso e com alto investimento de segurança contra incêndio. Um destes servidores deve ser o principal-operacional e o outro deve funcionar com um Backup.

“A usina deve possuir um plano contingencial para que, caso o servidor principal apresente algum problema, o servidor de backup entre automaticamente em operação. Para isso, é necessário manter uma empresa que preste serviços de DBA, cujo custo varia de acordo com o grau de segurança e contingência que a se venha a adotar. Internamente é necessário que se mantenha de 1 a 2 colaboradores conhecedores de estrutura de Banco de Dados e Servidores”, explica.

Para uma usina sucroenergética que mói cerca de 3 milhões de t, seriam necessários mais de 4 colaboradores. No entanto, além de tais colaboradores, geralmente as usinas devem manter estrutura para atender demandas do próprio ERP contratado, como infraestrutura com a manutenção de computadores e periféricos”, explica Pussi.

A principal desvantagem no uso do ERP local, de acordo com o especialista, é a necessidade constante de realizar uma rotina pesada de backups. Além disso, os problemas podem ocorrer já na implementação do sistema, pois os investimentos e o tempo necessários são maiores se comparados com as soluções na nuvem/cloud.

Os gastos com o sistema ao longo dos anos também não são tão previsíveis como muitos acreditam, já que envolvem manutenções, treinamentos e uma menor capacidade de atualização. Isso cria a possibilidade de acarretar maiores riscos de vulnerabilidade, perdas e falhas na segurança dos dados.

Como é estar na nuvem?

Diferentemente do ERP Local, o sistema na nuvem está instalado em um servidor remoto e o acesso é feito pela internet, por meio de um navegador web. Além dessa facilidade de uso, a maior vantagem é quanto à segurança dos dados, que fica garantida por um data center que é responsável por proteger aplicações e dados.

“Um ERP em nuvem permite que os sistemas estejam hospedados tanto em servidores internos da empresa como em qualquer Datacenter externo, o acesso a este sistema se dá de forma automática pela WEB sem a necessidade de qualquer tipo de conexão específica, outro ponto importante é que o Banco de Dados também pode estar fora da empresa sob administração especializada o que aumenta a proteção seja via backup seja com métodos de proteção a ataques de hackers”, explica Pussi.

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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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