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Aperto da oferta no início de 2021 sustenta alta do açúcar

Açúcar: até final de abril 19,2 milhões de t já estavam fixadas
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O aperto na oferta de açúcar no primeiro trimestre de 2021, antes do início da safra no maior produtor mundial (Brasil) deu sustentação aos preços do açúcar na última sexta-feira (16) em todos os mercados internacionais.

Na ICE, em Nova York, a commodity fechou em alta de mais de 2%, cotada, no vencimento março/21 em 14.43 centavos de dólar por libra-peso, 25 pontos a mais no comparativo com a véspera. Já a tela para maio/21 subiu 14 pontos, comercializada em 13.80 cts/lb. Os demais contratos subiram entre 3 e 19 pontos.

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, “não há dúvida que o impulso altista observado em NY tem sido sustentado pela posição comprada dos fundos (estimada em 244,000 contratos) estimulando ainda mais a força ascendente por meio da compra compulsiva do spread março/maio, e também do maio/julho, que estreitou sete e cinco dólares por tonelada na semana, respectivamente. Com a compra, o fundo alimenta a alta do março sem adicionar risco direcional”.

Ainda segundo Arnaldo Corrêa, “a narrativa altista tem entre seus componentes principais o fato de a Índia estar demorando na implementação do programa de subsídio, do déficit hídrico nunca antes sentido em várias regiões (algumas sem chuva há 160 dias), da seca e dos incêndios que atingiram e atingem parcela da área ocupada pelos canaviais no Centro-Sul, da redução da safra tailandesa e do expressivo volume de exportação de açúcar do Brasil. Mas, o outro lado da história pode ser cruel”.

Em Londres, o açúcar branco também se valorizou na última sexta-feira em todos os lotes. A tela dezembro/20 foi negociada em US$ 396,00 a tonelada, alta de 7,80 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela para março/21, subiu 6,30 dólares, com negócios em US$ 394,70 a tonelada. Os demais contratos subiram entre 3 e 4,80 dólares.

No mercado interno o açúcar permaneceu acima dos 91 reais a saca, pelo indicador Cepea/Esalq, da USP. Na última sexta-feira, a saca de 50 quilos do tipo cristal foi comercializada em R$ 91,71, valorização de 0,27% no comparativo com a véspera. Esta foi a quarta alta seguida do indicador.

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