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O clima seco nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil exerceu forte pressão nesta terça-feira (6) no mercado internacional do açúcar, fechando em alta em todas as telas das bolsas de Nova York e Londres.

De acordo com operadores, o clima pode significar redução na produtividade média dos canaviais na reta final da atual safra, bem como prejuízos no desenvolvimento da cultura para a próxima temporada.

Com a alta, os preços do açúcar na ICE ultrapassaram a máxima de sete meses. No vencimento março/21, a commodity foi negociada em 13.88 centavos de dólar por libra-peso, alta de 27 pontos no comparativo com a véspera. Já a tela para maio/21 subiu 22 pontos, negociada em 13.55 cts/lb. Os demais contratos na ICE subiram entre 13 e 19 pontos.

Em Londres o açúcar branco também valorizou em todas as telas. O vencimento dezembro/21 foi comercializado em US$ 378,90 a tonelada, alta de 5,70 dólares no comparativo com a véspera. A tela para março/21 subiu 5,20 dólares, negociada em US$ 379,90 a tonelada. Os demais lotes subiram entre 4,50 e 5,90 dólares.

Além da seca outros fatores que estão pressionando a alta da commodity são problemas na Tailândia, Rússia e União Europeia, que podem reduzir o excedente global de oferta projetado para 2020/21, analisou a Agência Reuters de notícias.

O açúcar no Brasil 

No mercado interno os preços do açúcar alcançaram a máxima de mais de 3 anos e meio e ultrapassaram a casa dos 90 reais a saca de 50 quilos do tipo cristal pelo indicador Cepea/Esalq, da USP. A última vez que isso tinha ocorrido foi em 29 de dezembro de 2016, quando a saca foi negociada, na ocasião, em R$ 90,40.

Ontem, a saca do cristal foi vendida a R$ 90,15, contra R$ 89,20 da última segunda-feira, alta de 1,07% no comparativo entre as duas datas.

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