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Em Pernambuco, climas diferentes na zona canavieira afetam a produção. As plantações de cana no estado são dividas em “Mata Norte”, área de estiagem, e “Mata Sul”, onde o regime pluviométrico é maior.

Essa diferença na quantidade de chuva preocupa muitos agricultores que fornecem cana para as usinas.

A diferença climática ocorre devido à influência dos ventos alísios, caracterizados pela umidade que vem das regiões mais frias do planeta. Estes ventos se direcionam para a Zona da Mata, mas principalmente para a Mata Sul.

A pluviometria da região é estimada em 1.400 milímetros na Mata Norte, frente a aproximadamente 1.900 milímetros na Mata Sul, segundo explica o agrônomo, Geraldo Barros.

Este ano quase não choveu nos 8 municípios mais atingidos pela seca na Mata Norte. A produção da safra, que termina agora, já está comprometida. Os 13 milhões de toneladas previstos vão diminuir para cerca de 11 milhões.

O estado é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do nordeste do Brasil, ficando atrás apenas de Alagoas.

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