Como diminuir seu orçamento agrícola? Descubra!

Nova metodologia pode garantir redução do orçamento, aumentando a eficiência dos recursos

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Nova metodologia pode garantir redução do orçamento e ainda aumentar produtividade agrícola

É comum que as diretorias e o Conselho de Administração das usinas canavieiras fiquem em dúvida sobre o seu orçamento agrícola definido internamente para um ano-safra.

Eles sempre se questionam: “poderia ser ainda menor? ou: “o quanto das verbas estabelecidas para cada processo trazem de contaminação por ineficiências e baixos rendimentos do passado?” e ainda: “até quanto de ‘gorduras de segurança’ foram adotadas pela equipe?”

Bem, isso ocorre porque, de acordo com Ricardo Pinto, sócio-diretor da RPA Consultoria, a maior parte dos orçamentos agrícolas de usinas ou são Orçamentos Incrementais Indiscriminados ou são Orçamentos Baseados em Atividades.

“Em ambos os sistemas, o histórico sempre contamina o orçamento futuro. Mesmo assim, a maior parte dos orçamentos agrícolas de usinas costuma não ser cumprido à risca, havendo grandes divergências, especialmente quando descemos a cada uma das operações e atividades agrícolas”, revela Ricardo Pinto.

Orçamento agrícola feito atualmente

Até o final do ano, em dezembro, as usinas fazem sua versão do orçamento agrícola para o ano-safra seguinte e enviam para o seu Departamento Financeiro. Daí o financeiro e a diretoria fazem seus questionamentos para que o orçamento definitivo seja aprovado ao redor do mês de fevereiro para entrar em vigor no dia 1º de abril da próxima safra.

Este orçamento considera algumas premissas de área de plantio, de tratos e de cana a colher, custos por hectare de plantio e tratos da safra passada, bem como de CTT por tonelada, e daí se define um índice de inflação de custos, que é aplicado nos custos da safra anterior.

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Orçamento Base Zero

Pensando nesta realidade, a RPA Consultoria criou uma metodologia – o Orçamento Agrícola Base Zero – que praticamente constrói um novo orçamento considerando cada uma das operações, seus rendimentos, suas eficiências de uso da frota e seus custos individuais, de forma a saber onde está mais alto do que a média do mercado.

“Daí, nestes itens mais altos, a equipe é chamada a participar para que resultados mais econômicos sejam atingidos. Ao final, o novo orçamento é construído sem que ele seja apenas o da safra anterior com uma correção. Em paralelo, tem-se um quadro completo de indicadores para serem monitorados de forma a garantir que o orçamento base zero seja atingido no final da safra”, explica o sócio-diretor da RPA Consultoria

Com o uso desta metodologia, uma usina paulista conseguiu reduzir seu orçamento agrícola em 12% ao mesmo tempo em que aumentou sua produtividade agrícola em 3%.

“Com essa metodologia exclusiva, a usina tem a chance de romper com o passado para que ineficiências hoje existentes não sejam perpetuadas. Além disso, cada operação agrícola passa a ter um padrão a ser gerenciado, com seus respectivos indicadores-chave de desempenho (KPIs)”, revela Ricardo Pinto.