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Os produtores de etanol hidratado aproveitaram bem o aumento da gasolina na última terça em mais 8%. Em começo de semana, as decisões de reajustes da Petrobras são sempre mais favoráveis, levando em consideração que o anúncio é um dia antes, porque há tempo para as distribuidoras carregarem para os postos os preços novos e estes para as bombas ainda na mesma semana.

As indústrias de biocombustível de cana e milho, com isso, conseguiram encaixar para 1,66% de aumento no portão, onde o litro ficou em média R$ 2,1081 na semana concluída sexta. Foi o quinto aumento seguido do etanol — e o mais robusto. Os dados são do Cepea/Esalq.

Como o mercado ainda registra defasagem dos preços do combustível de petróleo — entre R$ 0,08 e R$ 0,10 — inclusive sob reclamações de que a estatal não esteja seguindo sua política de indexação automática com os preços do Brent em Londres, as usinas e distribuidoras se anteciparam também a nova elevação da gasolina.

A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) entrou, inclusive, com ação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) alegando prática “predatória” da Petrobras.

Além dessa possibilidade de outra alta pela alegada defasagem, e com o petróleo ainda em níveis elevados — US$ 55,17, menos 0,14%, às 11h10 desta segunda (25) -, o movimento de preços do etanol veio em boa hora e completou o strike.

A partir de hoje seis regiões paulistas entram na fase vermelha e no estado inteiro bares e restaurantes fecham às 20 horas, e integralmente nos finais de semana, e isso pode tirar um pouco da demanda por combustíveis.

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