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O balanço do fim de safra da cana-de-açúcar não foi bom para muitas plantações do noroeste paulista. As dificuldades com o clima reduziram a produtividade e, se antes a preocupação era com a estiagem, agora, com a volta das chuvas, é com a incidência das pragas.

Na comparação dessa safra com a passada, a queda na produção foi de 23% na área da Aplacana, que tem 320 produtores associados na região noroeste do estado. A produtividade também diminuiu de 91 toneladas de cana por hectare para 71 toneladas por hectare.

O cenário não foi positivo apenas para esta região. Segundo a União da Indústria da Cana de Açúcar, a previsão de safra no Brasil era em torno de 560 milhões de toneladas, mas não passou de 518 milhões. A falta de chuva na época certa e as geadas castigaram plantações inteiras, o que contribuiu para esta diminuição.

Além de lidar com os fatores climáticos, os agricultores também têm as pragas para se preocupar. Uma das mais comuns é a “cigarrinha”, um inseto que suga as células da cana. Na fase inicial, ela fica alojada entre as raízes. Para medir a infestação, eles usam armadilhas que soltam um cheiro que atrai os insetos. Dependendo da intensidade, é preciso agir rápido.

Outra praga que pode fazer um grande estrago na plantação é a broca, uma espécie de mariposa que perfura a parte mole da planta. Em entrevista ao portal “G1”, o agricultor Juliano Maset tem 160 hectares plantados com cana no município de Monte Aprazível (SP). Desde que as chuvas voltaram, ele sabe que mais cedo ou mais tarde as pragas podem aparecer.

Na área dele, a infestação por enquanto é só de cigarrinha, sem grandes estragos causados pela broca. Existem duas maneiras de combater essas pragas: por meio do controle biológico ou químico.

Em outra fazenda, localizada em Tanabi (SP), o agricultor Lucas Pavani sabe o que é enfrentar a infestação dessas pragas. Desde que passou por esse problema, nunca mais descuidou da plantação.

Em uma cana que já está com três meses, as avaliações que medem a intensidade das pragas são feitas a cada 20 dias. Evitar a cigarrinha e a broca é o mesmo que evitar prejuízos na cultura.

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