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Preços do açúcar fecham a semana com altos ganhos; veja os números

Após duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit.
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Os contratos futuros do açúcar fecharam a última semana em ótimos patamares influenciados, segundo analistas, em uma série de fatores, como a queda de produção em importantes países, melhores perspectivas de consumo e retomada da economia na Ásia, além da estabilidade da moeda brasileira frente ao dólar.

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, “as cotações do açúcar em NY convertidas em reais subiram R$ 40 por tonelada para as safras 21/22 e R$ 26 para a safra seguinte. Nos vencimentos curtos, a valorização foi de mais de R$ 50 por tonelada na semana”.

Em Nova York a última sexta-feira (14) fechou mista com pequena variação negativa nas primeiras telas, alta nas intermediárias e baixa nas telas mais longas. No vencimento outubro/20 a commodity fechou praticamente estável em 13.10 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 1 ponto no comparativo com a véspera. Já as telas de março e maio de 2021 também desvalorizaram 1 ponto cada.

Ainda segundo Corrêa, da Archer, “várias teorias surgem para justificar os preços mais robustos do açúcar e cada analista pega para si a história que melhor lhe convém. Para não incorrer nos mesmos erros do passado, quando vimos usinas deixarem de fixar os preços do açúcar para exportação a níveis absolutamente remuneradores na vã esperança de que as altas continuariam indefinidamente e, sabedores que somos que não temos como adivinhar o futuro, o melhor que se tem a fazer é agarrar ao que temos de concreto nesse instante ao invés de nos afogarmos em elucubrações sem fim. Ou seja, fixar é uma boa estratégia”.

Analistas ouvidos pela Reuters disseram que uma firme queda na produção da Tailândia em 2019/20 e a possibilidade de um novo declínio em 2020/21 criaram um panorama mais altista para o açúcar, além de preocupações com as perspectivas de produção na Rússia e na União Europeia, que devem compensar a grande fabricação do adoçante no Brasil.

“O mercado claramente não está mais preocupado com a produção extra do Brasil. Esse açúcar vai encontrar compradores, agora que Tailândia e Rússia devem produzir muito menos açúcar”, disse em nota para a Reuters o analista do Commonwealth Bank of Australia, Tobin Gorey.

Em Londres o açúcar branco fechou em alta em quase todos os lotes, a única exceção foi o vencimento março/21 que fechou estável. No vencimento outubro/20 a commodity subiu 70 cents de dólar, com a tonelada negociada em US$ 381,20. Os demais vencimentos subiram entre 10 e 80 cents, cada.

No mercado interno o açúcar cristal fechou a sexta-feira em alta de 1,27% no comparativo com a véspera pelos índices do Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada em R$ 81,43, contra R$ 80,41 do dia anterior.

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