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A criação de um novo hub de aceleração de startups foi a forma que os donos da UISA encontraram para manter o foco da empresa em suas operações sucroalcooleiras e, ao mesmo tempo, fomentar inovações que continuam a pipocar no segmento. Mas isso não significa que a companhia tenha deixado seus próprios investimentos em tecnologia de lado – pelo contrário.

Atualmente, a usina, que deverá encerrar esta safra com moagem de 4,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, está terminando um investimento numa rede própria de 4G, em parceria com a Vivo, que vai oferecer cobertura a toda a sua área de cana (34 mil hectares) até o início da próxima temporada (2021/22). Para conectar as informações das operações agrícolas às das indústrias, a UISA está desenvolvendo um centro de inteligência integrado.

Além disso, a companhia criou um projeto chamado Jadi, com aporte de R$ 11 milhões, para mudar sua base de tratamento de informações, atualizando e integrando softwares, em parcerias com empresas de tecnologia. E contratou uma equipe nova de TI que vem criando novas ferramentas, como o Facepoint, de reconhecimento facial, que agora passará por um spin-off.

Outra solução caseira foi o Sugar, um robô que responde a dúvidas dos trabalhadores por Whatsapp. “Se o funcionário esqueceu o código ou perdeu o crachá, é só perguntar ao Sugar. Isso facilita muito, porque o tempo de busca de informações é muito grande”, diz José Arimatea Calsaverini, CEO da UISA.

Para ele, o segmento sucroalcooleiro está na vanguarda das inovações no agronegócio por causa da alta demanda por integração entre suas atividades agrícolas e industriais. “Uma usina é um processo de produção contínuo, exige níveis de sincronia e integração elevados. Então é natural pensar em integrar tudo via conectividade, com redes de comunicação de dados”, afirma.

Para Calsaverini, além de tecnologia para integrar a grande quantidade de dados gerados na operação, é preciso de inovação na área de conectividade para permitir que os equipamentos agrícolas e industriais “conversem”. Outra frente de demanda são os “pequenos processos” do cotidiano, que acabam consumindo energia e recursos, afirma.

A aposta da UISA em tecnologia vem no bojo de um modelo de negócios reformulado desde que o CVCIB assumiu seu controle e prevê investimentos em diferentes fontes e usos de biomassa. Com a pandemia, a companhia segurou alguns projetos, como o de uma usina de etanol de milho, mas acelerou outros, como o de uma unidade de fabricação de álcool com fins sanitários, e o de uma planta de biogás, que pode ser a primeira grande a deslanchar.

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