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Os contratos futuros do açúcar acompanharam nesta quinta-feira (17) as cotações das principais commodities do mundo e despencaram para a menor cotação em quase dois meses nas bolsas de Nova York e Londres. Parte das perdas foi decorrente da forte alta do dólar e, também, após a notícia do Banco Central dos Estados Unidos de que “deve aumentar as taxas de juros em ritmo mais acelerado que o esperado”, destacou a Reuters.

No vencimento julho/21 da ICE de NY, a commodity foi contratada a 16,55 centavos de dólar por libra-peso, queda de 49 pontos, ou 2,9%, no comparativo com os preços praticados na véspera. Já a tela outubro/21 foi comercializada a 16,71 cts/lb, recuo, também, de 49 pontos. Os demais contratos caíram entre 32 e 49 pontos.

Segundo a Reuters, “operadores afirmaram que o açúcar foi pego na liquidação desencadeada pela decisão do Fed, mas deve encontrar apoio em níveis atuais de consumidores finais. Entretanto, notaram que os fundos, que ainda mantêm uma grande posição comprada, têm pouco apetite para comprar no momento”.

Açúcar branco

Já o açúcar branco, comercializado na bolsa de Londres, fechou a quinta-feira cotado, no vencimento agosto/21, a US$ 425,00 a tonelada, recuo de 12 dólares no comparativo com a véspera. A tela outubro/21, por sua vez, desvalorizou 10,40 dólares, negociada em US$ 436,90 a tonelada. Os demais contratos fecharam em baixa de 7,60 a 10,30 dólares.

Ainda segundo a Reuters, a Archer Consulting disse que as usinas brasileiras protegeram mais de 1 milhão de toneladas de açúcar 2022/23 na ICE em maio, levando as vendas totais futuras da safra do próximo ano para 20,9%.

Açúcar cristal

No mercado interno o Indicador Cepea/Esalq, da USP, que mede o açúcar cristal fechou em alta ontem, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 117,76, contra R$ 117,57 de quarta-feira, pequena variação positiva de 0,16% no comparativo.

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