Compartilhar

A oferta apertada no curto prazo e um cenário macroeconômico favorável fizeram com que os preços do açúcar atingissem nesta quarta-feira (10) a máxima de 4 anos nas bolsas de Nova York e Londres. A alta foi impulsionada, também, pelas perspectivas de quebra de safra na Índia e na Tailândia, dois importantes players do mercado mundial da commodity.

Na ICE, em Nova York, o açúcar bruto, no vencimento março/21, foi comercializado em 16,71 centavos de dólar por libra-peso, alta de 27 pontos no comparativo com a véspera, o que representa valorização de 1,8%. Durante a sessão de ontem, este lote chegou a bater 17,05 cts/lb, maior nível desde abril de 2017.

Nos demais vencimentos da ICE NY a commodity subiu entre 5 e 14 pontos. Outro fator que pode ter impulsionado a alta é o fato do etanol estar se tornando mais competitivo que a gasolina no Brasil, devido aos reajustes constantes que o combustível fóssil tem sofrido.

Ontem, a Unica – União da Indústria de Cana-de-açúcar informou que as vendas de etanol na segunda quinzena de janeiro superaram o volume comercializado no mesmo período da temporada anterior, o que acontece pela primeira vez na temporada 2020/21.

Londres

Em Londres o açúcar branco também fechou valorizado em todos os lotes. O vencimento março/21, que expira nesta sexta-feira, foi comercializado em US$ 479,50 a tonelada, alta de 4,30 dólares, ou 0,8% no comparativo com a véspera.

Segundo a Reuters, “operadores disseram que uma entrega de cerca de 400 mil toneladas de açúcar branco é esperada ante o contrato março, à medida que compradores recorrem à bolsa para garantir ofertas do adoçante”.

Açúcar no Brasil 

No mercado interno o açúcar cristal sofreu ontem sua sétima desvalorização seguida pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada nesta quarta-feira em R$ 105,77, redução de 0,11% no comparativo com os preços de terça-feira. No mês a desvalorização já atinge 2,61%.

Cadastre-se em nossa newsletter