Compartilhar

A Safras & Mercado é a única consultoria e agência de inteligência que segue não falando em quebra da safra de cana na temporada que oficialmente começa em 1º de abril. E com mais açúcar também.

Hoje, a maioria das análises estimam até 4% de queda da matéria-prima sobre as pouco mais de 597 milhões de toneladas moídas na até janeiro, segundo a Unica (associação setorial do Centro-Sul).

Todavia, a empresa crava um patamar levemente superior a 600 milhões/t (fora Nordeste, cuja safra é no segundo semestre) para o ciclo 21/22. Por este fundamento, não haveria, para a Safras, reforço de alta nos contratos futuros do açúcar em Nova York, além dos patamares vigentes nesta entressafra, em torno dos 16.30 centavos de dólar por libra-peso no março (sai da tela esta semana).

A quebra das lavouras está sendo atribuída à seca do segundo semestre de 2020, mas o analista Maurício Muruci, coloca em dúvida. “Está chovendo bem desde início de novembro”, diz, fator que demostra capacidade de recuperação.

Além disso, o analista destaca que os dias de sol também estão bastantes regulares neste verão, outro ponto importante para o desenvolvimento da cana, que necessita de água e radiação bem distribuídas.

Da produção de açúcar, a projeção de Muruci é de 43,5 milhões/t, aqui entrando o Nordeste. Centro-Sul ficaria em 40 milhões/t. Outro fundamento de pressão sobre as cotações da commodity.

A Unica, por exemplo, destacou pouco acima de 38 milhões/t na safra 20/21, de Goiás ao Paraná. E já com Índia sendo apreciada com superávit na temporada que começa em outubro.

Cadastre-se em nossa newsletter