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Volume de etanol vendido pelas usinas do Centro-Sul do país bate novo recorde

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As usinas do Centro-Sul venderam em maio uma quantidade recorde de etanol ao mercado interno, superando até os níveis já elevados da safra passada (2018/19) diante da forte demanda doméstica e da menor competição com importações.

Somando o etanol hidratado (que compete com a gasolina) e o anidro (misturado ao combustível fóssil), foram vendidos 2,9 bilhões de litros, 51% a mais do que no mesmo mês do ano passado, segundo a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Apenas as vendas de hidratado no mercado interno alcançaram 2,1 bilhões de litros.

Conforme Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica, houve um aumento das vendas para a recomposição dos estoques das distribuidoras e também do etanolduto que capta biocombustível em Uberaba, Ribeirão Preto e Paulínia e o distribui a importantes centros, como a região metropolitana de São Paulo e Campinas.

De acordo com dados do site da Logum, consórcio que administra os dutos, o sistema recebeu 279,4 milhões de litros de etanol em maio, quase o dobro (95%) do recebido no mesmo mês do ano passado. No acumulado da safra 2019/20 (desde abril), o volume recebido pelos dutos foi 55,6% maior do que um ano atrás, somando 401,1 milhões de litros.

Também houve mais vendas ao Nordeste e ao Norte – regiões que estão em entressafra -, em um espaço deixado pele recuo da importação de etanol. Desde que começou a safra do Centro-Sul, em abril, o país reduziu em 17% o volume de etanol importado (que costuma ir majoritariamente para os mercados nortista e nordestino), apesar de um crescimento em maio, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

O aumento das vendas ocorre em meio a preços mais altos do etanol, dada a alta demanda. Desde o início da safra, o valor médio do indicador Cepea/Esalq para o hidratado em São Paulo está 9,7% maior do que um ano antes, em R$ 1,73 o litro.

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