Açúcar: consultoria eleva estimativa de produção no centro-sul em 2020/21

A consultoria INTL FCStone projeta que o Centro-Sul do País produzirá 29,4 milhões de toneladas na safra 2020/21, aumento de 1,9 milhão de toneladas na comparação com a estimativa divulgada em outubro de 2019. Em relação à estimativa para 2019/20, o avanço é de 10,7%. “Em meio aos preços mais elevados, produtores do Centro-Sul devem direcionar maior quantidade de cana à fabricação da commodity”, afirma comunicado divulgado nesta quinta-feira.

A FCStone projeta que o mix da safra tenha 37,8% de destinação ao adoçante, 3,7 pontos porcentuais a mais do que na temporada 2019/20 e 0,4 ponto porcentual de alta na comparação com a projeção de outubro. Um dos motivos, segundo o analista Matheus Costa, é o avanço dos preços na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). “O contrato contínuo do número 11 saiu de 12,88 cents/lb em 1º de outubro e encerrou a sexta-feira (24), por exemplo, cotado a 14,21 cents/lb – valorização de cerca de 10,3%”, diz ele em comunicado.

O déficit global de açúcar na safra 2019/20 deve ficar em 7,7 milhões de toneladas, segundo a consultoria, o maior desde 2008/09. A estimativa fica estável ante a projeção divulgada em outubro de 2019. A oferta deve ser de 178,8 milhões de toneladas e a demanda, de 186,5 milhões de toneladas.

O fator principal seria a menor produção do adoçante na Ásia, especialmente na Índia e na Tailândia. A FCStone projeta que a Índia produza 26,5 milhões de toneladas de açúcar na safra, queda de 1,5% em relação à estimativa anterior e de 19,5% ante o produzido em 2018/19. Para a Tailândia, a consultoria reduziu a projeção de safra em 0,7 milhão de toneladas na comparação com a estimativa de outubro, para 12,5 milhões de toneladas. Se confirmado, será uma queda anual de 15,9%. Para os Estados Unidos, a expectativa é de recuo anual de 9,4%, para 7,4 milhões de toneladas.