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A produção de açúcar europeia para a safra 2021/22 poderá ser positiva devido a recuperação da produtividade na produção de beterraba.

Durante a safra 2020/21, a Europa enfrentou grandes problemas com produtividade causada pelo avanço do vírus amarelo sobre as plantações de beterraba após a proibição dos neonicotinóides (classe de inseticidas utilizada para o controle dos pulgões, transmissores do vírus amarelo).

Com isso, de acordo com análise do Itaú BBA, a safra deve encerrar com a produção de 15,4 milhões de toneladas, queda de 10,9% versus a safra 2019/20. A França deixará de ocupar a primeira posição na fabricação de açúcar e a Alemanha passará a assumir o posto de maior produtora da Europa com a produção final estimada em 4,1 milhões de toneladas, segundo dados da Comissão Europeia.

“Para 2021/22, há expectativa de recuperação da produtividade, porém sem aumento de área plantada de beterraba, principalmente pelo fato de que o açúcar branco é o produto menos atrativo frente às outras culturas concorrentes desde meados de novembro 2020. Em relação ao vírus amarelo, alguns países do bloco liberaram o uso emergencial de neonicotinóides”, afirmam os analistas do Banco.

O ponto de atenção para acompanhar,  de acordo com o Itaú BBA, são os danos causados pelas baixas temperaturas início de abril/21 que prejudicaram as beterrabas que já haviam sido plantadas na França e, em alguns casos, até sendo necessário o replantio da cultura.

“Com base nos fatores apresentados acima, nossa estimativa de produção para a safra 2021/22 para o bloco Europa e Reino Unido é de 16,3 milhões de toneladas de açúcar, alta de 5,8% comparado com 2020/21”, afirmam os analistas.

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