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Novas usinas podem gerar cerca de 10 mil empregos em estado brasileiro

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Mato Grosso pode gerar cerca de 10 mil empregos com a instalação de duas novas usinas de biocombustível em 2020, segundo um estudo realizado pela Agroicone, consultoria especializada nos temas globais do agro brasileiro e mundial.

As duas usinas estão sendo implantadas em Sorriso e Campo Novo do Parecis e devem entrar em operação no ano que vem.

Uma das usinas, em Sorriso, pode produzir cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, e tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta no estado. A outra, em Campo Novo do Parecis, deve gerar 2,5 mil vagas de trabalho.

O relatório mostra que o estado é o maior produtor nacional de etanol de milho no país. Na safra 2018/2019 foram produzidos 590,9 milhões de litros do biocombustível, que corresponde a mais de 70% da produção nacional.

A União Nacional de Etanol de Milho (Unem) prevê que pelo menos mais três usinas devem ser construídas em 2021, sendo uma em Nova Marilândia e duas em Nova Mutum, a 261 km e a 269 km de Cuiabá, respectivamente.

De acordo com os dados, uma usina que produz cerca de 500 milhões de litros do biocombustível ao ano, em fase inicial, tem capacidade de gerar 8,5 mil empregos de forma direta e indireta.

Inicialmente, pode movimentar anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão na economia doméstica, incluindo o valor da produção, que é estimada em R$ 660 milhões, recolhendo R$ 80 milhões em impostos.

No entanto, quando a usina está operando em 100%, pode injetar na economia em torno de R$ 2,5 bilhões e no Produto Interno Bruto (PIB) o montante pode chegar a R$ 910 milhões, devendo arrecadar em torno de R$ 73 milhões.

Segundo a Unem, o estado têm em operação seis usinas de etanol de milho. Três delas fabricam apenas o biocombustível e as outras três produzem o biocombustível na entressafra de outros grãos.

Essas usinas estão localizadas em Lucas do Rio Verde, Sinop, Sorriso, Jaciara, Campos de Júlio e São José do Rio Claro.

Além das usinas em Mato Grosso, o Brasil tem outras cinco usinas de produção de biocombustível derivado do milho. São três em Goiás, uma em São Paulo e uma no Paraná.

A expectativa da Unem é de crescimento elevado nos próximos anos. A entidade espera que os investimentos em logística, como na BR-163 e nas ferrovias, principalmente com vistas ao Eixo Norte, se concretize e haja a consolidação visando escoamento da produção ao Norte e Nordeste, além de um novo canal de exportação.

Nesta safra devem ser produzidas 31.241 milhões de toneladas de milho, em Mato Grosso. Na safra passada foram colhidas 31,3 milhões.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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